Quinta, 18 de Outubro de 2018 |
Clima alterações

21:34 - 05/10/2018     179 visualizações OPINIÃO
Atualizado em: 05/10/2018
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GENEALOGIA por Manuel da Silva Costa | mscosta2000@hotmail.com

Alterações climáticas foram decisivas na formação e decadência das civilizações (a Voz de Loulé, 2017/11/3).

Nos últimos anos tem sido assunto de debate o “aquecimento global” e a sua relação com a atividade humana. A combustão de carvão e de petróleo provocando “efeito de estufa” na atmosfera está o induzir clima mais quente e seco…

O 1º quadro mostra valores de precipitação anual (cm) e de médias de temperatura anual (ºC), para Faro, nos intervalos de 1901-1930, 1931-1950 (Reis Cunha, 1958), 1971-2000 e 2001-2017 (IPMA) e (DRAPALG):

- Verificou-se tendência para aumento da precipitação (12,4 cm) e da temperatura média anual (0,7ºC.) - clima mais quente e húmido.

O 2º quadro mostra a evolução das precipitações anuais, juntando os dois períodos de que dispomos de dados individualizados (1932-1952) e (1966-2017). A regressão linear indica, para os últimos 85 anos, significativo aumento na precipitação (de 44 para 52 cm) – clima mais húmido.

Como não dispomos de dados de temperaturas médias anuais individualizados, anteriores a 1971, o gráfico foi obtido considerando os valores conhecidos entre 1971 e 2017. A respetiva linear mostra subida de temperaturas nos últimos 46 anos (16,8ºC para 18,2ºC) – clima mais quente.

Como conclusão, em Faro entre 1901 e 2017, verificou-se tendência para clima mais favorável, por mais húmido e quente. Os acréscimos calculados para esse período rondam os 20 cm (200 mm) para a precipitação anual e 0,7ºC para a temperatura média anual…

Verificou-se também que os anos de seca (< 30 cm) ocorrem com frequência de 7 anos… mas em 80 anos surgiram por três vezes anos de seca consecutivos e esses períodos dramáticos podem voltar….

Frequentemente as alterações climáticas têm sido invocadas para camuflar a falta de estratégias na abordagem dos reais problemas ambientais – desordenamento do território favorecendo o abandono, a desertificação e os incêndios; poluição de aquíferos, ribeiras e praias comprometendo recursos hídricos, saúde pública, turismo…

 

 

 

 
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