Aquele responsável explicou que a escola do Cerro do Ouro já só tinha uma turma de 3.º ano com nove alunos e uma turma de 12 alunos do 4.º ano, e não estava a receber mais crianças.
Com a maior parte dos alunos da escola a seguirem para o 5.º ano, aquela escola ficaria “com oito ou nove alunos no próximo ano”, observou o autarca, acrescentando que as crianças vão ser integradas nas escolas de Paderne e Ferreiras e que o transporte vai ser assegurado pela autarquia.
Aquele estabelecimento de ensino integra uma lista divulgada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) com 311 escolas do 1.º ciclo a nível nacional que vão encerrar no próximo ano.
"A reorganização [escolar] não tem custos diretos para o Estado. Pode haver algumas poupanças e, em algum caso ou outro, algum acréscimo de custos por causa de transporte, mas não é isso que nos move. O que nos move, acima de tudo, é dar melhores condições de educação e sociabilização aos alunos", afirmou à Lusa, na segunda-feira, o ministro Nuno Crato.
O ministro explicou, ainda, que o Ministério discutiu todas as propostas de encerramento caso a caso com as autarquias e com as escolas e que entre os critérios de decisão pesou a existência de melhores condições na escola para onde os alunos vão do que naquelas onde estão atualmente e que o transporte seja assegurado.
No Algarve está ainda previsto o encerramento de mais duas escolas do concelho de Loulé, nomeadamente a escola de ensino básico (EB) das Escanxinas, freguesia de Almancil, e a EB da Fonte Santa, freguesia de Quarteira.
O Ministério da Educação e Ciência anunciou no sábado que vai fechar 311 escolas do 1.º ciclo do ensino básico e integrá-las em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar.
"O novo ano letivo terá início em infraestruturas com recursos que oferecem melhores condições para o sucesso escolar. [Os alunos] estarão integrados em turmas compostas por colegas da mesma idade, terão acesso a recursos mais variados, como bibliotecas e recintos apropriados a atividades físicas e participação em ofertas de escola mais diversificadas", referiu a tutela em comunicado.
Segundo a nota, a Secretaria de Estado do Ensino e Administração Escolar concluiu na sexta-feira mais uma fase da reorganização da rede escolar, "processo iniciado há cerca de 10 anos e continuado por este Governo desde o ano letivo de 2011/2012, com bom senso e um olhar particular relativamente às características de contexto".
Por Lusa




