A Câmara de Tavira, confirmou hoje ter sido alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ) «relacionadas com a investigação a uma empresa».

A PJ realizou hoje buscas em 10 municípios do país na sequência de uma investigação sobre um alegado esquema criminoso com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.

Segundo a Judiciária, as buscas decorreram nas câmaras de Lisboa, Tavira, Lamego, Maia, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Póvoa de Varzim, Ovar e Santa Maria da Feira.

Segundo disse fonte da Câmara Municipal de Tavira à agência Lusa, as buscas decorreram hoje de manhã e “o alvo da investigação é uma empresa, não tendo sido efetuada qualquer detenção no município”.

A PJ deteve hoje quatro pessoas suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.

Em comunicado, a PJ referiu que foi realizada uma operação policial no âmbito da criminalidade económico-financeira, tendo sido detidos "um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de associação privada e um funcionário público".

Na operação "Lúmen", foram efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, em entidades e empresas públicas e privadas.

De acordo com a PJ, a investigação teve origem numa denúncia ligada com a "pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades".

Em 2025, a Câmara Municipal de Tavira investiu 113.900 euros, acrescido de IVA, na iluminação decorativa de Natal das ruas e espaços públicos, tendo o contrato sido adjudicado à empresa Castros Iluminações Festivas S.A., com sede em Vila Nova de Gaia.

Entretanto, fonte judicial disse à Lusa que a empresa Castros Iluminações Festivas foi hoje alvo de buscas no âmbito da operação "Lúmen".

 

Lusa