O esclarecimento foi prestado durante uma audição na Comissão de Economia e Coesão Territorial, depois de o deputado Cristóvão Norte ter voltado a questionar o Governo sobre a inclusão da região neste processo.
Em julho, o Governo anunciou a intenção de criar seis grandes áreas empresariais, destinadas a acolher investimentos de grande dimensão: duas no Norte, duas no Centro, uma em Lisboa e outra no interior do Alentejo. O Algarve não foi então mencionado.
O presidente do PSD Algarve interveio desde logo sobre essa ausência, tendo recebido do Ministro a indicação de que as localizações não estavam definitivamente fechadas.
Na audição desta quarta-feira, Castro Almeida foi mais longe e assumiu publicamente que o Algarve terá uma solução, seja através de uma área associada à economia do mar, seja através do desenvolvimento de uma grande área empresarial ou industrial.
Na sua intervenção, o deputado algarvio sublinhou as fragilidades estruturais da economia regional:
“O Algarve cria muita riqueza, mas continua excessivamente dependente de um conjunto reduzido de atividades. Temos um PIB por habitante acima da média nacional, mas salários significativamente mais baixos. Diversificar a economia é uma necessidade estrutural.”
Cristóvão Norte defendeu que a nova área deverá permitir captar investimento em setores de maior valor acrescentado, nomeadamente indústria, tecnologia e economia do mar, capazes de criar emprego mais qualificado e melhores salários.
“Não queremos menos turismo. Queremos mais economia. Mais investimento, mais indústria, mais tecnologia e atividades que aumentem a produtividade e os salários. O compromisso do Ministro é importante. Agora é preciso concretizá-lo.”
Para o presidente do PSD Algarve, o próximo passo deve ser a definição da solução, localização e calendário, defendendo que a região esteja preparada para apresentar uma área com dimensão, infraestruturas e condições para captar grandes investimentos.
PSD Algarve


