Perspetivas mais negativas sobre a economia e as finanças do agregado familiar explicam a deterioração da confiança em setembro.

A confiança dos consumidores portugueses voltou a recuar em setembro, após três meses de melhoria, ao mesmo tempo que o indicador de clima económico também diminuiu. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o sinal é de maior cautela por parte das famílias e das empresas, num mês em que se agravaram as expectativas sobre a economia, a situação financeira dos agregados e a evolução dos preços.

 

“Em setembro, pesaram negativamente as perspetivas sobre a situação económica do país e sobre a futura situação financeira das famílias”, lê-se no comunicado do INE. A avaliação da evolução recente do orçamento doméstico também contribuiu para a quebra da confiança dos consumidores. Ainda assim, as intenções de realizar compras importantes deram um contributo positivo para o indicador, enquanto as expectativas de subida dos preços voltaram a aumentar em agosto e setembro, depois de terem recuado entre abril e julho.

O clima económico também perdeu força em setembro, depois de ter melhorado no mês anterior. A evolução foi desigual entre setores. De acordo com o INE, a confiança aumentou na indústria transformadora e nos serviços, apoiada por melhores perspetivas de produção, atividade e carteira de encomendas. Pelo contrário, comércio e construção e obras públicas registaram uma deterioração, refletindo avaliações menos favoráveis sobre vendas, stocks, emprego e encomendas. Em simultâneo, os empresários de todos os setores passaram a antecipar preços de venda mais elevados, com subidas mais expressivas na indústria transformadora, nos serviços e no comércio.

 

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