A Escola Profissional de Alte foi reconhecida como a primeira Escola Geoparque do território Algarvensis, numa cerimónia realizada a 27 de junho de 2026 que assinalou um ponto de viragem para o interior do concelho de Loulé e para o Algarve.

O anúncio não foi apenas institucional, foi a confirmação de que o interior também se escreve no mapa das decisões que contam, e que nele cabem histórias, pessoas e futuro.

O reconhecimento foi formalizado por Artur Sá, Presidente da Rede Mundial de Geoparques, Elizabeth Silva, Coordenadora Executiva do Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO, Dália Paulo, Diretora Municipal do Município de Loulé e Miguel Boléu, Diretor da Escola Profissional de Alte.

A EPA integra agora o Programa Educativo “O Geoparque é a Minha Escola”, reforçando a ligação entre educação, território e desenvolvimento.

Com esta distinção, a Escola Profissional de Alte afirma‑se como referência regional na educação para o património, a cultura, o turismo sustentável e o desenvolvimento comunitário e avança no percurso que conduzirá à criação de uma futura Rede de Escolas Geoparque, pensada para articular paisagens, comunidades e saberes, num sistema educativo contínuo. É um passo que traduz compromisso e visão para o desenvolvimento sustentável da região, num Algarve que não se esgota na linha de costa.

A Escola Profissional de Alte nasceu e vive para a comunidade, e este reconhecimento reafirma essa vocação com a proximidade humana que faz a diferença quando alguém acredita que o interior merece oportunidades iguais às do litoral.

O hastear da Bandeira da Rede Mundial de Geoparques na escola trouxe uma dimensão simbólica que afirma Alte, o interior de Loulé e as regiões interiores de Portugal como territórios de valor nacional, reconhecendo nas suas paisagens, nas suas comunidades e nas suas histórias uma riqueza que deve ser integrada de forma plena nas políticas de futuro, reconhecendo nos territórios interiores a matriz viva da identidade, da sustentabilidade e da resiliência do país, e assumindo que é nesses lugares, onde a relação entre pessoas, paisagem e memória permanece profundamente enraizada, que Portugal encontra a força moral, cultural e ambiental necessária para promover um desenvolvimento inclusivo, equilibrado e alinhado com os princípios internacionais de proteção do património e de coesão territorial.

Este reconhecimento, simbolicamente marcado pela cerimónia de assinatura do Compromisso e do hastear da bandeira, deixou claro um sentimento de orgulho coletivo: orgulho da escola, pela sua visão pioneira e pelo compromisso em valorizar o interior como espaço de conhecimento, identidade e futuro; orgulho de Alte, pela autenticidade da sua comunidade, pela força da sua memória e pela capacidade de preservar e renovar a sua identidade; e orgulho de Loulé e do Algarve, pela visão estratégica e pelo compromisso em devolver ao interior a atenção e a centralidade que merece, convocando todos para a proteção do que é genuíno e único e para a construção de um desenvolvimento regional capaz de conciliar progresso, património e sustentabilidade. Em conjunto, estes orgulhos afirmam, acima de tudo, a importância das pessoas, das comunidades e dos territórios do interior, reconhecendo-os como parte essencial da construção de um futuro mais coeso, sustentável e humano.

Aqui, todos cabem. Aqui, todos são bem recebidos!

 

EP Alte