A 2.ª edição do Festival de Marionetas em Querença realiza-se nos dias 25, 26 e 27 de setembro, com três dias de espetáculos, encontros e oficinas para diferentes públicos.

Querença transforma-se num lugar descoberta e partilha, onde tradição e criação contemporânea se encontram.

Entre os momentos centrais desta edição estão duas estreias absolutas. Diretamente da Argentina, Gustavo Núñez “Tuti” apresenta «Um Menino de Coração Gigante», uma criação inspirada na sua própria história de vida, onde a marioneta se torna espaço de memória, emoção e imaginação. 

Também em estreia absoluta, a Picada Cultural apresenta "O Barbeiro Diabólico", um espetáculo protagonizado por Adriana Pereira, que traz a Querença uma das mais singulares expressões do teatro popular português: o Teatro Dom Roberto. Atualmente, Adriana Pereira é a única mulher marionetista de Teatro Dom Roberto em atividade no Algarve e este é o seu primeiro espetáculo. A criação assume-se, assim, como um gesto de continuidade e renovação de uma arte transmitida de geração em geração.

A programação conta ainda com a S.A. Marionetas, que apresenta um documentário e uma nova criação em torno de «O Marquês de Pombal e os Jesuítas», recuperando personagens e narrativas do repertório histórico do Teatro Dom Roberto. A companhia Rui Queiroz de Matos traz ao festival duas propostas inspiradas em clássicos da literatura e orienta uma oficina de manipulação de marionetas, convidando o público a descobrir os mecanismos e as técnicas que estão por detrás desta arte.

O festival estende-se também para além dos espaços de apresentação, com momentos dirigidos à Escola Primária de Querença e ao lar de 3ª idade, aproximando artistas, comunidade e diferentes gerações. Uma dimensão que reforça a relação do festival com o território e faz das marionetas um ponto de encontro entre quem vive na aldeia e quem chega para a visitar.

A programação prolonga-se ainda através da exposição de marionetas de Jorge Cerqueira, patente na Fundação Manuel Viegas Guerreiro até ao final de novembro, permitindo continuar a descobrir este universo para lá dos três dias do festival.

Organizado pela Associação Picada Cultural, com direção artística de Jeannine Trévidic, o Festival de Marionetas em Querença volta a afirmar a marioneta como uma arte capaz de atravessar tempos, linguagens e gerações.

Em Querença, as marionetas não ficam confinadas ao palco: atravessam a aldeia, encontram diferentes gerações e prolongam-se no território.

Apoios: Câmara Municipal de Loulé, Junta de Freguesia de Querença, Fundação Manuel Viegas Guerreiro e QRER - Cooperativa para o Desenvolvimento dos Territórios de Baixa Densidade.

Programação completa aqui:

https://drive.google.com/.../195g.../view

 

Picada Cultural