O Partido Socialista de Albufeira, vem congratular-se por, finalmente, a Câmara Municipal de Albufeira, se ter envolvido na ligação da via Algarviana no concelho e também na divulgação da Freguesia de Paderne, através do concurso às 7 Maravilhas de Portugal, na vertente de aldeias rurais.

Lamentamos, no entanto, que, só agora, em ano de eleições, se tenha descoberto o potencial existente nas freguesias. Lamentamos ainda mais a falta de respeito institucional, para com o atual presidente da junta de freguesia de Paderne, bem como para com as gentes da freguesia, que não foram chamados a dar o seu contributo no concurso às 7 maravilhas, e muito menos, convidados para inaugurar a ligação à via Algarviana, que passa precisamente por esta freguesia. É uma forma de estar que repudiamos, mas que infelizmente se tornou numa marca deste executivo. A ausência de diálogo entre os diversos órgãos eleitos foi uma constante. Referenciar Paderne como uma pérola, é bonito e merece a nossa concordância, mas contrasta com as estradas e caminhos municipais que tem por arranjar, apenas porque não se quis passar recursos para a junta de freguesia, apesar dos diversos pedidos do presidente da junta, também contrasta com as falhas constantes nas recolhas dos lixos apesar dos milhões gastos num contrato de limpeza urbana e recolha de lixos, bem como os 40% da população que ainda não tem saneamento básico. 

Durante este mandato as freguesias forma relegadas para 2º plano, delegando nas juntas de freguesia apenas as competências mínimas decorrentes da lei, ignorando-as sistematicamente, centralizando tudo na ação do executivo, onde as reuniões conjuntas de articulação com juntas de freguesia e com os próprios vereadores para afinar estratégias, foram uma miragem, com os resultados que os munícipes puderam assistir todos os dias: má gestão da limpeza urbana, caminhos por arranjar, escolas degradadas, pedidos de materiais parados há mais de um ano por falta de ação executiva, etc... Funções e competências que poderiam e deveriam ter sido delegados nas juntas de freguesia com a adequada transferência de verbas, valorizando a proximidade com as populações e o trabalho dos presidentes de junta. Isto é, acreditando e valorizando as pessoas.

 Relembramos que os munícipes, através do preço brutal da água e resíduos, IMI e outras taxas, começaram a acumular saldo orçamental, desde março de 2015, fruto do sacrifício de todos, o que quer dizer que durante metade do mandato, o concelho ficou parado por decisão executiva, numa nítida gestão do calendário eleitoral.

Atualmente somos presenteados com uma catadupa de atividades, festas e eventos culturais, (ao contrário do que se passou nos últimos 3 anos) que visam dar visibilidade ao executivo, tentando desviar a atenção, dos graves problemas que assolam o concelho, nas suas necessidades mais básicas. Esta forma de usar o poder político, está totalmente obsoleta. Fazer arranjos, alcatroar uma estrada, lançar um projeto, em tempo de eleições, revela falta de consideração pelas gentes do concelho, que merecem mais do que um executivo que só trabalha no ultimo ano de mandato.

O PS Albufeira, acredita que o concelho precisa de renovação política, uma nova geração, uma nova consciência quanto à forma de gestão dos dinheiros públicos e da ação política, sustentada na inclusão, no serviço público de proximidade, onde todos fazem falta, todos são importantes, quaisquer que sejam as suas diferenças. Acreditamos na descentralização, acreditamos que todas as freguesias na sua diversidade, podem ser “pérolas” como Paderne, e que serão a chave do sucesso e do desenvolvimento do concelho. É tempo de agir, e de mostrar aos mais novos que os seus pais e avós são capazes de provocar a mudança, recusar a política do faz de conta, isto é, de lhes garantir um futuro melhor."

 

Por: PS