O Governo reforçou recentemente a verba da garantia do Estado em 750 milhões perante a elevada adesão a este apoio.

A procura por crédito habitação continua a acelerar em Portugal, impulsionada, sobretudo, pela garantia pública destinada aos jovens. Ao mesmo tempo, os principais bancos nacionais mantêm resultados sólidos, apesar da descida das taxas de juro e do clima de incerteza internacional motivado pela guerra no Médio Oriente.

Nos primeiros três meses do ano, os maiores bancos portugueses somaram lucros de cerca de 1,3 mil milhões de euros, ao mesmo tempo que a carteira de empréstimos para compra de casa ultrapassou os 108 mil milhões, tal como escreve o jornal ECO.

Recorde-se que o Governo reforçou recentemente a linha de garantia pública em 750 milhões de euros, num sinal de continuidade da aposta no estímulo ao acesso à habitação para os mais jovens, depois de vários bancos terem pedido um reforço das suas quotas.

Do lado da banca, os responsáveis das principais instituições rejeitam que exista um agravamento significativo do risco associado a estes financiamentos, defendendo que os níveis de incumprimento permanecem alinhados com os restantes contratos de crédito habitação.

No entanto, o Banco de Portugal (BdP) mantém reservas quanto ao aumento da exposição do setor e está a acompanhar com atenção o crescimento acelerado deste segmento. O regulador está preocupado com o reforço da garantia do Estado e está a ponderar apertar as regras que exige aos bancos relativamente à concessão de empréstimos, tendo em conta o aumento do endividamento das famílias.

 

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