O Governo prevê voltar a apoiar a compra de carros elétricos e outros veículos de emissões nulas em 2027, depois da procura ter esgotado rapidamente as verbas destinadas a particulares este ano. A intenção consta do relatório do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), mas ainda não há indicação sobre os montantes disponíveis, o calendário das candidaturas ou as condições que serão exigidas aos beneficiários.
Os apoios à compra de automóveis elétricos lançados em junho esgotaram em apenas 108 minutos. Segundo o Jornal de Negócios, os 1.375 incentivos destinados a particulares, no valor de quatro mil euros cada, consumiram os 5,5 milhões de euros reservados para esta categoria. Até 14 de agosto, tinham sido submetidas 18.578 candidaturas, num total de 34,96 milhões de euros, valor cerca de três vezes e meia superior aos dez milhões disponíveis no aviso.
O programa de 2026 previa apoios até quatro mil euros para particulares e até cinco mil euros para IPSS, autarquias e autoridades de transportes. A compra de um carro elétrico obrigava ao abate de um veículo a combustíveis fósseis com mais de dez anos e estava sujeita a limites de preço, que variavam entre 38.500 e 55 mil euros, consoante o número de lugares. O aviso abrangia ainda bicicletas, motociclos e carregadores para condomínios.
O Executivo tinha anunciado 20 milhões de euros para a mobilidade sustentável em 2026, mas só metade chegou ao terreno, ficando a segunda tranche de dez milhões dependente das disponibilidades do Fundo Ambiental. “A abertura de um novo aviso dependeria das disponibilidades do Fundo Ambiental”, lê-se na publicação, que aponta para as despesas com tempestades e a crise no Médio Oriente como fatores que condicionaram a verba.
Para 2027, o Governo antecipa que a aposta na mobilidade sustentável poderá abranger também transportes de mercadorias, a frota da Administração Pública e medidas do Plano Social para o Clima dirigidas a famílias vulneráveis e microempresas.
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