Preços da energia cresceram 10,8% em maio, revela Eurostat. Conflito no Médio Oriente está em vias de resolução.

O conflito no Médio Oriente parece ter resolução à vista, com os EUA e o Irão a assinarem acordo na sexta-feira, dia 19 de junho. Mas os seus efeitos na inflação na Europa não vão desvanecer de um dia para o outro. Em maio, a inflação na zona euro terá subido para 3,2% pelo quarto mês consecutivo, sobretudo, devido aos preços da energia e dos serviços.

“A taxa de inflação anual da zona do euro foi de 3,2 % em maio de 2026, contra 3,0% em abril. Um ano antes, a taxa era de 1,9 %”, indica o Eurostat em comunicado divulgado esta quarta-feira, dia 17 de junho. É o quarto mês seguido que a taxa aumenta impulsionada pelos preços da energia, os quais aumentaram em termos homólogos 10,8% devido ao conflito no Médio Oriente.

Em maio, os serviços (1,61 pontos percentuais, p.p.), a energia (0,98 p.p.), os alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (0,36 p.p.) e os bens industriais não energéticos (0,23 p.p.) contribuíram positivamente para a taxa de inflação da zona euro.

Na União Europeia (UE), a inflação cresceu para 3,3% em maio, contra 3,2% em abril e 2,2% no período homólogo. Embora a subida generalizada de preços tenha acelerado na UE, a inflação anual diminuiu em onze Estados-membros e aumentou em dezasseis em comparação com abril de 2026, indica o Eurostat.

As taxas anuais mais baixas, medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IPHC), foram registadas na Suécia (1,1%), na Dinamarca e na República Checa (ambas com 1,8%). As taxas de inflação mais elevadas observaram-se na Roménia (9,7%), na Bulgária (6,3%) e na Lituânia (5,1%). Em Portugal, a taxa de inflação medida pelo IHPC foi, em maio, de 3,1%, uma subida homóloga (1,7% em maio de 2025), mas desacelerou face a abril (3,3%).

Foi tendo em conta este crescimento da inflação nos últimos meses que o Banco Central Europeu decidiu subir as suas três taxas de juro diretoras na reunião de 11 de junho em 25 pontos percentuais, tendo em vista trazer de volta a inflação para o seu objetivo de médio prazo de 2%. 

Embora tudo indique que o acordo entre EUA e Irão vá ser assinado na sexta-feira (dia 19 de junho), deixando de fazer pressão sob os preços do petróleo, os especialistas do mercado já vieram alertar que o seu efeito poderá demorar meses até chegar à economia real e, em particular, à inflação, noticiou o ECO.

 

Idealista News

Com Lusa