Vestidas de azul, dezenas de crianças dos agrupamentos Padre João Coelho Cabanita e Engº Duarte Pacheco juntaram-se a este momento simbólico, promovido pela CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Loulé, que, além de ser um alerta, assumiu-se também como um compromisso de toda a comunidade para com esta problemática.
Momentos antes, a plateia foi brindada com uma pequena encenação teatral protagonizada por jovens do Centro de Capacitação Juvenil e Desenvolvimento Comunitário Espaço K, dirigidos por Mariana Teiga. Um momento que trouxe ao palco questões como a violência psicológica sobre as crianças, a ausência de afeto e atenção por parte dos cuidadores, muitas vezes absorvidos pelo seu trabalho e vida ocupada. A dependência cada vez maior dos dispositivos tecnológicos por parte dos jovens foi também retratada nesta atuação.
Cátia Dinis, presidente da CPCJ de Loulé, entidade promotora desta iniciativa, referiu o importante papel de todos os parceiros desta entidade, destacando “a sensibilidade do Município de Loulé às causas sociais, e em particular às causas de proteção da infância”.
Telmo Pinto lembrou que os maus-tratos na infância constituem “uma causa coletiva, para a qual todos somos responsáveis”.
“Prossigam os vossos os vossos sonhos, mas brinquem muito”, disse Silvério Guerreiro, presidente da Assembleia Municipal de Loulé, dirigindo-se à jovem plateia, lembrando que “também os professores, pessoas que educam para o resto da vida, devem ser muito bem tratados”.
O simbolismo do laço azul nasce quando uma avó norte-americana decidiu amarrar uma fita azul na antena do seu carro como homenagem aos seus netos, vítimas de severos maus-tratos. Este movimento que representa a proteção da infância nasceu nos Estados Unidos, mas rapidamente se estendeu pelo mundo e chegou também a Portugal. Abril é, pois, o mês para a prevenção nos maus-tratos na infância.
CM Loulé


