Miranda, como apelido, provirá de Miranda do Ebro (Burgos) e significa “miradouro” em latim.
O mais antigo que se conhece do apelido, Álvaro Fernandes de Miranda, participou na batalha de Clavijo (La Rioja) em 844, que opôs Ramiro I, 10º Rei Asturiano (842-850) a Ald Al-Rahman II 4º Emir Omíada de Córdoba (822-852). Segundo a lenda, Santiago apareceu montado num cavalo branco percorrendo o campo de batalha decepando os Muçulmanos à espadeirada …
O apelido chegou a Portugal por intermédio de Mécia de Miranda, acompanhante de Martim Afonso da Charneca, Arcebispo de Braga, no regresso de França, onde tinha estado como Embaixador de Portugal pelo Rei D. João I (1385-1433). Tiveram vários filhos que adotaram o apelido materno (fig. brasão) – Martim Afonso, Fernão Gonçalves, Margarida, Leonor e Maria (Armorial Lusitano, 1961).
Martim Afonso da Charneca foi filho de Constança Esteves e de Afonso Pires da Charneca, o qual veio para Portugal fugido de D. Pedro “o Cruel”, Rei de Castela (1350-1369). Tornou-se fidalgo de D. Fernando (1367-1383) e foi um dos 4 que Lisboa escolheu para o conselho de Nuno Álvares Pereira. Teve o Senhorio de Alcáçovas.
Mais recentemente, Manuel Pires Miranda e Eugénia Francisca terão casado na Covilhã, por volta de 1690.
Manuel Pires e Eugénia foram pais de Manuel Rodrigues, que casou com Maria Mendes (filha de Francisco Fernandes Descalço e de Maria Mendes), em Rio de Moinhos (Borba), em 1721. Manuel Rodrigues deixou viúva Maria Mendes, a qual já antes (1698) tinha casado com Bento Cortes.
João Rodrigues da Costa foi filho de Manuel Rodrigues e de Maria Mendes. Muito jovem veio de Borba para a Vila de Sagres, em 1741, como padre, onde faleceu em 1764.
Do padre e de Eugénia Maria, batizada em Vila do Bispo em 1734 (filha do barbeiro André Rodrigues Bogalho e de Mariana Rodrigues Marreira), nasceu em 1751, José António Costa Borba, casado em 1790 com Clara de Sam Francisco, filha de Filipa de Arvelos e de pai incógnito – a origem dos Borba de Barlavento …


