Sob o mote “A arte de viver uma cidade em transformação”, Faro vai transformar-se “num ponto de encontro entre arte, cidade e comunidade”, levando a criação artística “a diferentes lugares da cidade, das ruas à Ria Formosa”, sublinhou a organização daquele evento bienal, em comunicado.
No Open Studios Faro 2026 (OSF2026), ateliês, galerias, ruas, associações, igrejas e outros espaços da capital algarvia vão acolher exposições, instalações e atividades de mais de oito dezenas de artistas locais e internacionais.
Desde 2019, o evento tem aberto ao público “os espaços onde a criação acontece”, permitindo “conhecer artistas, descobrir trabalhos terminados ou ainda em construção e aproximar-se de técnicas, materiais e processos que normalmente ficam de fora numa exposição”, explicou a organização.
A abertura oficial da sexta edição está marcada para 8 de outubro, às 17:00, com a inauguração de “Esta Rua, Outra Rua”, uma instalação fotográfica de Vasco Célio, na Rua Ferreira Neto.
No dia seguinte, à mesma hora, será inaugurada a exposição “O Jardim que Não Vemos”, de Annegret Kellner, na galeria Gama Rama.
No dia 10 de outubro, no Ginásio Clube Naval de Faro, o artista plástico Ângelo Gonçalves vai dinamizar “Pintar À Vela”, uma experiência de pintura colaborativa para famílias em que as velas intervencionadas vão depois ser içadas em embarcações que vão navegar pela Ria Formosa.
Com “Crochet Fora do Comum”, Rita Kroh escolheu a poesia de António Ramos Rosa para transformar o crochê numa ferramenta de encontro e participação, nos dias 9 e 10, enquanto “Nimbus”, de Berndnaut Smilde, fará surgir uma das suas célebres nuvens no interior da Torre da Horta dos Cães, “numa obra tão efémera quanto inesperada”, destacou a organização.
Na Ermida de Santo António do Alto, Mateus Verde vai explorar o som como matéria artística em “Diálogo”, enquanto Nuno Filipe Martins vai apresentar “DATA”, instalação tipográfica interativa e imersiva, no recém-criado INTERFACE - Laboratório de Tradução Digital do CIAC/Universidade do Algarve.
Teresa Horta Conceição e Luísa Duarte vão desenvolver uma residência artística a partir da técnica tradicional de Arraiolos, aproximando práticas artísticas contemporâneas e saberes artesanais.
A programação inclui ainda “Superfície Viva”, de Márcia Sousa e Margarida Mendes, uma colagem ao vivo numa fachada que “explora o papel da arte na reativação simbólica de um bairro marcado pelo desgaste urbano”, e “Faro Road Map”, criação comunitária orientada por Halina Magdalena Ekberg, no domingo, dia 11.
No fim de semana de 10 e 11 de outubro, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00, os estúdios abrem gratuitamente ao público, com possibilidade de integrar visitas guiadas, estando também disponíveis as reservas e o gabinete de restauro do Museu Municipal de Faro, sob orientação da restauradora conservadora Susana Paté.
O último dia do Open Studios Faro 2026 engloba a conversa “O Processo É Obra”, às 16:00, na Galeria Municipal Trem, com vários artistas a discutirem “aquilo que existe antes, e para além, da obra terminada”.
Várias das atividades propostas têm inscrições limitadas e obrigatórias, sendo que mais detalhes e a programação completa podem ser consultados nas redes sociais do evento.
Lusa



