Os preços dos alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco continuam a subir mais depressa em Portugal do que na média da Zona Euro. Em julho, a inflação deste grupo atingiu 2,3% no país, tornando-se a terceira mais elevada entre os países da moeda única e mantendo uma tendência que já dura há um ano. A diferença é relevante para os orçamentos familiares, numa categoria de consumo diário que tem um peso significativo no cabaz das famílias.

Em julho, Portugal só foi ultrapassado por Chipre, com uma subida de 3,8%, e pelo Luxemburgo, com 3,3%, enquanto a média da Zona Euro se ficou pelos 1,2%, refere o Expresso. A publicação sublinha que, desde julho de 2025, a inflação da alimentação em Portugal tem crescido acima da média do bloco. No conjunto dos bens e serviços considerados para calcular a inflação, a taxa homóloga medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor manteve-se em 3,1% em Portugal pelo terceiro mês consecutivo. O valor ficou 0,1 pontos percentuais (p.p.) acima da média da Zona Euro, que foi de 3% em julho.
A estabilidade da inflação global em Portugal ocorre num cenário de maior pressão nos preços da energia, associado ao conflito entre EUA, Israel e Irão e ao encarecimento do petróleo. Ainda assim, a inflação da energia em Portugal abrandou pelo segundo mês consecutivo para 9,5%, abaixo dos 10,3% da Zona Euro. Já nos serviços, o país voltou a situar-se acima da média, com uma taxa de 3,9%, face a 3,3% na moeda única.
Artigo visto em (Expresso)
Por Idealista News


