No arranque do seu discurso no jantar com apoiantes na Guia, em Albufeira, distrito de Faro, Seguro manifestou “bastante orgulho” em estar no único distrito no continente onde não foi o mais votado na primeira volta destas presidenciais.
“Mas ambicionamos vencer as eleições, também aqui no Algarve, no próximo domingo. Mas, para o caso de não as vencermos, quero dizer a todas as algarvias e a todos os algarvios que se for eleito Presidente da República, serei o Presidente da República de todos os portugueses. Daqueles que votaram e daqueles que não votaram na nossa candidatura”, prometeu.
De acordo com o candidato presidencial apoiado pelo PS, esta já não é só a sua candidatura, sendo agora de todos os portugueses, ou seja, a “candidatura de Portugal”.
“E tenho muito gosto em ter aqui, esta noite, Macário Correia, que foi mandatário da candidatura de Luís Marques Mendes. E em ter o Ricardo Mariano, que foi mandatário da candidatura de Gouveia e Melo. A vossa presença e, com certeza, de outras dezenas de apoiantes, quer de Marques Mendes, quer de Gouveia e Melo, representam bem a essência da democracia”, enfatizou.
Para Seguro, a democracia é feita de “pessoas que se respeitam, que lutam pelas suas convicções e que, num momento certo, sabem que o lado é que devem estar para defender a democracia”.
“Bem-haja pela vossa presença. É que, entre democratas, não há inimigos. Não há ódio. Há adversários. Há oponentes. E há uma convergência essencial em torno da democracia, que é o melhor regime que os homens descobriram, apesar de todos os seus defeitos”, elogiou.
Lusa




