Após as declarações públicas do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, descartando liminarmente a concretização do novo Hospital Central do Algarve até 2019, importa assinalar o seguinte:

1.       A prestação de cuidados de saúde no Algarve carece de um novo hospital, melhor apetrechado e com valência universitária, de modo a atrair médicos e  valorizar o ensino de medicina na região;

2.       Todos reconhecemos que a região sofre de um problema crónico de atractividade de médicos, seja por razões reputacionais, das condições de trabalho ou das expectativas de carreira. Um novo Hospital moderno e avançado, ligado à investigação e em estreita ligação com a Universidade seria um pólo essencial para dinamizar os cuidados de saúde na região. 

3.       Estranha-se, e é mesmo contraditório, que o Governo tenha anunciado um procotolo de colaboração com a Universidade e agora venha rejeitar a construção de um novo hospital, infra estrutura vital para este fim;

4.       Tardam a tomada de medidas que o Ministro se comprometeu, afirmando que resolveria até Maio de 2016 os problemas essenciais da saúde no Algarve. Este ano, a produção assistencial está em queda, segundo dados oficiais: menos consultas, menos cirurgias urgentes e programadas, entre outros parâmetros que se degradam;

5.       Não há qualquer investimento público previsto para o Algarve. A EN 125 está parada, o Hospital foi escondido na gaveta, a ligação ferroviária ao aeroporto caiu e o Porto de Portimao não recebe obras de melhoramento que estavam previstas. Do Algarve levam o aumento de IMI do sol e vistas e o combustível mais caro para o transporte de mercadorias.

 

Por PSD Algarve