- Encarar os sinais e não os ter como desculpas é o mote da campanha de disease awareness, levada a cabo pela Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão e Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), que impacta doentes e famílias, durante o mês de agosto, em esplanadas da Costa da Caparica e do Algarve e nas redes sociais
- Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabaco é responsável por 60% a 70% dos casos de cancro do pulmão em todo o mundo
A Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) associam-se numa campanha de sensibilização “A Anatomia da Desculpa” que alerta para as desculpas comumente associadas aos sintomas do cancro do pulmão e para a “regra das 3 semanas”, ou seja, se o sintoma persiste mais do que este tempo é preciso ir ao médico.
A campanha “A Anatomia da Desculpa” vai estar na rua de 3 a 31 de agosto, no ambiente digital, à distância de um clique nas redes sociais, e em esplanadas da Costa da Caparica, Monte Gordo e Zona Ribeirinha do Alvor.
“Achei que era uma alergia”, “Achei que era uma gripe malcurada”, “Achei que era do stress”, são algumas das desculpas que, por estarem associadas a sintomas como tosse constante, infeção respiratória prolongada, ansiedade e cansaço extremo, respetivamente, integram a campanha “A Anatomia da Desculpa”. Esta campanha alerta para a necessidade de doentes, e famílias, não descurarem o que podem ser sintomas do cancro do pulmão e para a sua persistência por mais de três semanas exigir a ida ao médico.
De forma descomplicada, a campanha “A Anatomia da Desculpa” recorre apenas a frases, simples e diretas, que fazem alusão a alguns dos sintomas do cancro do pulmão como falta de energia ou cansaço constante, desconforto no peito, infeções respiratórias recorrentes, entre outros, associados a uma palete de cores que segmenta as desculpas vs sintomas em: a desculpa ambiental (o externo), a desculpa mecânica (o estilo de vida), a desculpa da inércia (o tempo).
Para a desculpa ambiental foi escolhido o azul, por representar a atmosfera, o ar exterior e por ser uma cor que remete para a patologia respiratória clássica.
O ocre dá cor às desculpas mecânicas, por ser uma cor que transmite opressão, calor interno e esforço, ou seja, associou-se às desculpas que o doente atribui às suas rotinas e estilo de vida simbolizando a sensação de cansaço e de peito asfixiado que o doente sente.
O verde, por ser a cor biológica do oxigénio, da regeneração celular, foi associado às desculpas da inércia, ou seja, do tempo, uma vez que o doente assume o sofrimento como algo que faz parta da vida ou do envelhecimento.
Na opinião de Dra. Isabel Magalhães, presidente da Pulmonale, “falar sobre o que podem ser sintomas do cancro do pulmão ajuda a população a identificare alguns dos sinais que podem sentir e a atribuírem-lhes a devida atenção. Com informalidade é possível tornar a mensagem mais eficaz, possibilitando uma maior tomada de consciência para a importância do diagnóstico precoce.”
O cancro do pulmão é a doença oncológica com maior mortalidade em Portugal e a nível mundial. Em 2020, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cancro do pulmão causou 1,8 milhões de mortes no mundo, cerca de 18% das mortes por cancro. Em Portugal, morrem 13 pessoas por dia devido a este cancro, 4.797 por ano.
"A Anatomia da Desculpa” é uma campanha desenvolvida pela Daiichi Sankyo em colaboração com a SPP e a Pulmonale.
Cancro do Pulmão
O cancro do pulmão é a doença oncológica com maior mortalidade em Portugal e a nível mundial. Em 2020, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cancro do pulmão causou 1,8 milhões de mortes no mundo, cerca de 18% das mortes por cancro. Em Portugal, morrem 13 pessoas por dia devido a este cancro, 4.797 por ano.
Ocorreram, em Portugal, em 2020, 5.415 diagnósticos de cancro do pulmão, 1.482 em mulheres (27,4%) e 3.933 (72,6%) em homens.
O cancro do pulmão divide-se em dois grandes “grupos”: cancro do pulmão de não pequenas células (cerca de 85%), cancro do pulmão de pequenas células (cerca de 15%). Os dois tipos de cancro crescem e metastizam de formas diferentes, o que leva a que sejam tratados de forma diferente.
Os sintomas incluem: falta de energia ou cansaço constante, tosse persistente ou com sangue, falta de ar, dor ou desconforto no peito, falta de apetite ou perda de peso, rouquidão na voz, infeções respiratórias recorrentes. No entanto, numa fase inicial pode ser assintomático ou apresentar sintomas que são frequentes noutras doenças que não o cancro.
O diagnóstico do cancro do pulmão inclui uma exaustiva avaliação médica da pessoa, que inclui a exposição ambiental ou ocupacional a determinadas substâncias, o histórico relacionado com o tabagismo, a história familiar de cancro, e a realização de exames, como raio-x ao tórax, TAC, biópsia, destinada à recolha de tecido para análise por parte da Anatomia Patológica, entre outros exames. Com a inovação contínua na medicina, o diagnóstico (e consequente tratamento) é cada vez mais personalizado a cada indivíduo, tendo em conta o seu próprio caso.
O tabagismo é um dos principais fatores de risco para o cancro do pulmão (80-90%).
O tratamento do cancro do pulmão varia de acordo com vários fatores, como o tipo (cancro de não pequenas células ou de pequenas células), o tamanho, a localização e a extensão do tumor, bem como o estado geral de saúde do paciente. Tipos de tratamentos: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapêuticas alvo.
O rastreio de cancro do pulmão com TAC (tomografia computorizada) torácica de baixa dose, demonstrou em populações de risco, diminuir a mortalidade por cancro do pulmão em mais de 20%.
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