O recurso a cuidados de saúde mental é particularmente frequente entre os jovens adultos em Portugal. Em 2025, quase um quinto das pessoas (19,3%) entre os 25 e os 34 anos afirmou ter tido, nos 12 meses anteriores, pelo menos uma consulta com psiquiatra, psicólogo ou psicoterapeuta. A proporção é superior à registada na população em geral e reforça a importância crescente da saúde mental entre as gerações mais novas.
Em Portugal, 11,9% da população com 15 ou mais anos recorreu a este tipo de acompanhamento, mas a percentagem sobe para 17% entre os 15 e os 24 anos e para 19,3% na faixa dos 25 aos 34 anos. Os dados divulgados pelo INE mostram ainda que 10,6% das pessoas disseram ter precisado de cuidados de saúde mental e conseguido obter resposta, enquanto 2,9% sentiram essa necessidade sem a ver satisfeita. O recurso às consultas foi mais frequente entre mulheres, desempregados, inativos não reformados e pessoas com ensino superior.
A desigualdade entre homens e mulheres também é visível no consumo regular de medicamentos para insónia, ansiedade e depressão. Segundo o instituto, 20% das mulheres tomavam habitualmente medicamentos para a insónia, contra 9,1% dos homens, na ansiedade, a diferença era de 16,4% para 7,5%, e, na depressão, de 12,9% para 5,5%. O inquérito revela ainda que o bem-estar mental é mais baixo entre mulheres e idosos, enquanto a satisfação com a vida aumenta de forma clara com a escolaridade e é mais elevada entre os jovens.
Idealista News


