Depois da partida a solidão...
O desespero da alma
Enterrada num caixão
Pleno de serenidade e calma
Tudo na morte é silêncio
Esperança que se queda vazia
Tudo é ânsia e desencontro
Ao fundo da estrada
Ao fim-do-dia...
E tu que tanta falta me fazes
Todos os momentos recordo
Das palavras que não dissemos
Esperanças de reencontros
A vida são desenganos
De tudo o que se julgava saber
E com o passar dos anos
Aquilo que aprendemos
É só termos por certo
Que um dia iremos morrer
E dessa morte anunciada
A que não podemos fugir
Estaremos à espera na estrada
Pois dela não podemos sair
É nesta caminhada
Que verdadeiramente aprendemos
Que somos todos iguais na morte
Logo que falecemos
A pele do nosso corpo se desintegra
Os vermes da terra fazem o resto
E os esqueletos que sobram
São da nossa razão
A soma, multiplicação
Produto, resto e razão
Indistinguíveis de tudo o resto...!




