António Dores | antonio.humberto.dores@gmail.com

Depois da partida a solidão...

O desespero da alma

Enterrada num caixão

Pleno de serenidade e calma

Tudo na morte é silêncio

Esperança que se queda vazia

Tudo é ânsia e desencontro

Ao fundo da estrada

Ao fim-do-dia...

E tu que tanta falta me fazes

Todos os momentos recordo

Das palavras que não dissemos

Esperanças de reencontros

A vida são desenganos

De tudo o que se julgava saber

E com o passar dos anos

Aquilo que aprendemos

É só termos por certo

Que um dia iremos morrer

E dessa morte anunciada

A que não podemos fugir

Estaremos à espera na estrada

Pois dela não podemos sair

É nesta caminhada

Que verdadeiramente aprendemos

Que somos todos iguais na morte

Logo que falecemos

A pele do nosso corpo se desintegra

Os vermes da terra fazem o resto

E os esqueletos que sobram

São da nossa razão

A soma, multiplicação

Produto, resto e razão

Indistinguíveis de tudo o resto...!