Na sequência dos terramotos desta quarta-feira, 24 de junho, a TAP vai permitir a alteração gratuita dos bilhetes para voos de e para Caracas, capital da Venezuela, cujo aeroporto foi encerrado devido o impacto dos sismos de 7,2 e 7,5 que afetaram o país.

Na sequência dos terramotos desta quarta-feira, 24 de junho, a TAP vai permitir a alteração gratuita dos bilhetes para voos de e para Caracas, capital da Venezuela, informou a companhia aérea de bandeira nacional, numa nota publicada no Facebook.

Segundo a informação divulgada pela TAP, a alteração gratuita aplica-se a bilhetes emitidos até quarta-feira, 24 de junho, cujas viagens deviam decorrer até 30 de julho, devendo a alteração ser realizada aqui.

Na mesma nota informativa, a TAP manifesta ainda a sua “solidariedade com a Venezuela, com os venezuelanos, com toda a comunidade portuguesa residente naquele país, e com todos os afetados pelos trágicos acontecimentos, manifestando o seu pesar por todas as vítimas”.

Recorde-se que a TAP retomou os voos para Caracas a 3 de abril, na sequência da detenção de Nicolas Maduro pelos EUA no início de janeiro, recuperando uma rota que estava suspensa desde novembro do ano passado.

No regresso à Venezuela, a TAP estava a operar dois voos por semana, com planos para aumentar a operação em julho devido à elevada procura, programação que sofre agora um revés devido aos sismos de 7,2 e 7,5 que abalaram a capital venezuelana na tarde de dia 24 de junho e que levaram ao encerramento imediato do aeroporto de Caracas.

Recorde-se que os voos da TAP para a Venezuela tinham sido suspensos em novembro de 2025, na sequência dos alertas emitidos pelos EUA e também por Espanha, que recomendavam cautela ao sobrevoar o espaço aéreo venezuelano, numa altura marcada pelo aumento da atividade militar e pelo clima de instabilidade política.

De seguida, foram as autoridades venezuelanas que decidiram revogar as licenças de operação de várias companhias internacionais, incluindo a TAP, em retaliação pela suspensão de voos decidida em novembro.

Nessa altura, a TAP justificou a suspensão das ligações com a falta de condições de segurança, tanto por critérios internos como pelo regulador nacional, garantindo, no entanto, que mantinha o objetivo de continuar a servir a diáspora portuguesa na Venezuela assim que fosse seguro.

No início deste ano, com a captura de Nicolas Maduro pelas forças norte-americanas, o contexto alterou-se e abriu caminho à reposição das ligações aéreas comerciais, o que levou de imediato Donald Trump, presidente dos EUA, a reabrir o espaço aéreo venezuelano, inclusive para transportadoras norte-americanas.

 

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