Foram consideradas 32.650 avaliações (20.198 apartamentos e 12.452 moradias), mais 3,1% que no período homólogo.

Para quem está a comprar casa com recurso a crédito habitação, a avaliação bancária é uma etapa fundamental do processo, uma vez que é a partir do valor atribuído ao imóvel pelo banco que é definido, em grande medida, o montante máximo que a instituição está disponível para financiar. E a verdade é que o valor do metro quadrado (m2) não pára de subir há vários meses, ainda que, recentemente, a um ritmo mais lento.  Em agosto, o valor mediano da avaliação bancária fixou-se nos 2.254 euros por m2, revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

“Em agosto, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 2 254 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo aumentado 14 euros (0,6%) relativamente a julho”, lê-se no boletim. 

A Península de Setúbal foi a região onde se verificou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,6%), tendo se registado a descida mais acentuada no Algarve (-1,2%). Em comparação com agosto de 2025, o valor mediano das avaliações cresceu 14,7%, registando-se a variação mais acentuada na Península de Setúbal (20,2%), não se tendo observado qualquer redução.

"No apuramento do valor mediano de avaliação bancária de agosto, foram consideradas 32.650 avaliações (20.198 apartamentos e 12.452 moradias), mais 3,1% que no período homólogo", refere o INE. Em comparação com o período anterior, realizaram-se menos 1.403 avaliações bancárias, o que corresponde a um decréscimo de 4,1%.

Apartamentos sobem 17% num ano

No caso dos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária fixou-se nos 2.655 euros/m2 em agosto, mais 17,0% do que no mesmo mês de 2025. A Grande Lisboa mantém-se como a região mais cara, com 3.487 euros/m2, seguida do Algarve com 3.010 euros/m2. No extremo oposto continuam o Centro (1.750 euros/m2) e o Alentejo (1.771 euros/m2). A Região Autónoma dos Açores registou o maior crescimento homólogo, com uma subida de 22,4%, não se tendo verificado qualquer descida em nenhuma região.

Comparativamente com julho, o valor de avaliação subiu 1,1% em agosto, com os Açores a registar o maior aumento (2,9%) e o Alentejo a ser a única região a descer (-0,4%). As tipologias T1, T2 e T3 representaram 93,3% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise:

  • Apartamentos T1: valor mediano subiu 26 euros, para 3.369 euros/m2
  • Apartamentos T2: valor cresceu 27 euros, para 2.738 euros/m2
  • Apartamentos T3: valor aumentou 18 euros, para 2.273 euros/m2

Banca avalia moradias em mais 12,6%

Nas moradias, a avaliação mediana fixou-se nos 1.610 euros/m2 em agosto, o que representa um aumento de 12,6% face ao mesmo mês do ano anterior. A Grande Lisboa (2.918 euros/m2) e o Algarve (2.770 euros/m2) continuam a apresentar os valores mais elevados, enquanto o Centro (1.169 euros/m2) e o Alentejo (1.299 euros/m2) registam os mais baixos. A Região Autónoma da Madeira liderou a valorização anual, com um crescimento homólogo de 23,1%, sem que se tenha registado qualquer descida.

Comparativamente com julho, o valor de avaliação das moradias subiu 0,2%, com a Madeira a registar o crescimento mais elevado (6,6%) e o Algarve a acusar a descida mais acentuada (-2,7%). As tipologias T2, T3 e T4 representaram 87,7% das avaliações realizadas:

  • Moradias T2: valor mediano subiu 13 euros, para 1.625 euros/m2
  • Moradias T3: valor cresceu 11 euros, para 1.576 euros/m2
  • Moradias T4: valor desceu 20 euros, para 1.635 euros/m2

 

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