Estiveram presentes Coordenador da Delegação, Nelson Brazão, Presidente da Assembleia da Delegação do Algarve da ANAFRE, Carlos Sousa e restantes membros dos órgãos e o Vice-Presidente do Conselho Diretivo da ANAFRE, Jorge Amador.
Vice-Presidente Jorge Amador tomou nota das indignações e transmitirá ao Conselho Diretivo as inquietações que assolam as Autarquias Algarvias.
As autarquias manifestaram profunda apreensão e repúdio pela conduta da empresa, caracterizada por negociações unilaterais e abordagens pouco corretas. Os CTT estão a impor reduções drásticas nos horários de funcionamento dos postos, com impacto direto nas populações, sobretudo nas zonas mais envelhecidas e do interior do Algarve.
“Mais uma vez quem sai prejudicado são os cidadãos. Reduzir horários é reduzir serviço público e afastar as pessoas dos serviços essenciais de proximidade”, sublinhou a Delegação do Algarve da ANAFRE.
Muitas Juntas de Freguesia contrataram trabalhadores especificamente para assegurar o serviço postal. Com a imposição de redução do tempo laboral pelos CTT, veem-se agora obrigadas a manter os funcionários, mas recebendo verbas significativamente inferiores, uma vez que a comparticipação dos CTT está indexada ao horário praticado.
A ANAFRE Algarve volta a frisar que o valor pago pelos CTT não cobre os custos reais do serviço: não custeia na totalidade o funcionário, nem água, luz, limpeza ou manutenção do espaço. São as Juntas, com orçamentos já limitados, que suportam o serviço postal em nome da coesão territorial.
“Os CTT revelam pouco respeito pelo serviço postal e pelas pessoas. É inaceitável que uma empresa que apresenta lucros enormíssimos à custa da exploração do erário público, sendo hoje uma empresa privada de capital maioritariamente estrangeiro, continue a desvalorizar o papel das freguesias”, refere a Delegação.
A ANAFRE Algarve não admite o uso explorativo das Juntas de Freguesia, entidades com parcos recursos, por parte de comerciais que não respeitam os prestadores de serviço.
A Delegação do Algarve da ANAFRE alerta: caso não sejam tomadas decisões justas e adequadas à realidade de cada freguesia, estamos preparados para tomar outras atitudes mais severas. Não excluímos nenhuma forma de protesto ou de luta em defesa das populações e da dignidade do poder local. O serviço postal é um serviço público essencial e não pode estar refém da lógica exclusiva do lucro.
Serão solicitadas, com caráter de urgência, reunião entre a ANAFRE com a administração dos CTT, com a ANACOM e com os grupos parlamentares. Se a intransigência se mantiver, as Juntas de Freguesia do Algarve atuarão em conformidade.
A Coordenador da ANAFRE Algarve
Nelson Brazão








