Para além dos palcos principais, onde grandes nomes das músicas do mundo irão atuar, o evento conta com outras propostas musicais, nomeadamente de música erudita, jazz ou eletrónica, em espaços que convidam à descoberta da vivência urbana desta área da cidade.
O MED Classic tem sido há anos a escolha para muitos dos festivaleiros que rumam a Loulé nesta altura do ano e, nesta edição, não será exceção. A programação foi pensada para todos - curiosos ou apaixonados por estas sonoridades -, para que a beleza dos instrumentos e das vozes se possa sentir bem de perto, num ambiente acolhedor e descontraído, o interior da Igreja Matriz.
De 25 a 27 de junho, sempre às 19h45, o convite é para entrar, abrandar o passo e desfrutar de três fins de tarde inesquecíveis. Com curadoria de Sérgio Leite, diretor do Conservatório de Música - Francisco Rosado, este palco abre com o Quarteto do “The English Concert”, uma viagem no tempo e uma oportunidade rara para ouvir ao vivo instrumentos históricos, nas mãos de talentosos músicos de um dos grupos mais respeitados da música antiga.
Na noite do dia 26, em palco vai estar a combinação delicada e envolvente da flauta transversal com o piano. Um recital intimista que promete encantar desde o primeiro acorde, com o Duo Berten D’Hollander&Anna Granik.
Para encerrar estes três dias de recitais, o MED Classic conta com o Duo Pedro Costa & Ilker Arcayürek, reunindo o poder incrível da voz de um tenor de excelência, lado a lado com a profunda emoção do piano.
No “Open Day”, dia aberto do festival, as portas da Igreja Matriz abrem um pouco mais cedo, às 19h00, para uma celebração muito aguardada: a apresentação da Orquestra e Coro do Conservatório de Música de Loulé - Francisco Rosado. Este momento único ganhará ainda mais energia e diversidade com a participação especial dos alunos do programa ERASMUS, vindos de Espanha e da Estónia.
O jazz também vai estar em força no MED, com mais uma edição do MED Jazz. A Mákina de Cena propõe uma programação abrangente, que vai desde a apresentação de novos projetos, a artistas consagrados do panorama nacional, passando também por artistas internacionais. Junto às Bicas Velhas, o MED Jazz apresenta três concertos imperdíveis, às 23h45. O festival arranca a 25 de junho com os espanhóis do Javier Ortí Quarteto, que trazem o álbum “Revelación”, um projeto de jazz clássico com uma estética contemporânea focado no diálogo íntimo entre o saxofone e a guitarra, predominando os tempos médios e lentos. No dia seguinte, 26, o guitarrista português Francisco Neves lidera um quinteto num tributo ao histórico contrabaixista de bebop Oscar Pettiford, recriando meticulosamente o álbum de 1954, “Oscar Pettiford Modern Quintet”, com uma instrumentação adaptada que abre espaço à improvisação. A fechar este ciclo, no sábado, dia 27, o Miguel Ângelo Trio apresenta “DISTOPIA”, um concerto de jazz conceptual e interventivo com contrabaixo, guitarra e bateria, que traz o aclamado trabalho nomeado para os Prémios Play 2026 e eleito um dos melhores discos nacionais de 2025 pela revista Jazz.pt.
Em estreia absoluta, o MED Lounge, localizado atrás da Igreja Matriz, será um espaço acolhedor, intimista e exclusivo onde o visitante poderá desfrutar de momentos descontraídos e de descanso, no meio do turbilhão do festival. Tudo isto ao som da World Music na sua vertente mais eletrónica. Para a edição de 2026, Sylva Drums apresenta um conceito centrado na “descompressão sensorial”, servindo de contraponto aos palcos principais marcados por energias eletrificantes.
Diariamente, o próprio Sylva Drums/Gharb Soul será o DJ residente do espaço, com sessões a partir das 21h. Mas em cada noite haverá uma segunda sessão, às 23h, com um DJ convidado. No dia 25, o suíço Bruno Zarra fará uma abordagem sofisticada à música eletrónica underground. Na sexta-feira, 26, é a vez do espanhol Osaba animar este Lounge com a fusão entre a guitarra flamenca com a música eletrónica contemporânea, criando texturas intensas que unem a tradição à vanguarda de discoteca. No dia 27 de junho, o português Di Venitto encerra as noites com um formato hybrid DJ live set, misturando organic house e melodic techno com o som ancestral de flautas nativas.
O Café Calcinha, um espaço identitário para os louletanos, muito associado à figura do poeta António Aleixo, será uma vez um palco conceptual que, ao longo dos três dias, irá receber música, em sessões duplas (20h15 e 22h15). Três “clássicos” deste festival estarão presentes: Nanook, no dia 25, Amar Guitarra, no dia 26, e Eduardo Ramos, no dia 27.
Os três artistas vão atuar também no Mercado Municipal, espaço emblemático da cidade que este ano terá uma integração plena no MED, com música e a praça da restauração a funcionar plenamente. Os concertos (duplos) acontecem às mesmas horas do Calcinha, com o seguinte programa: Amar Guitarra, no dia 25, Eduardo Ramos, no dia 26, e Nanook, no dia 27.
No “Open Day”, domingo, 28 de junho, são as modas e o cante dos ALLCANTE que se juntam à festa
Propostas musicais não vão faltar, num ano em que a organização pretende regressar à essência do Festival do MED, que tem na Música a sua principal linguagem de promoção da multiculturalidade.
Bilhetes à venda no Cineteatro Louletano, na Loja MED, no stand do MED no Mar Shopping e em BOL.pt
Mais informações em: https://festivalmed.cm-loule.pt/
CM Loulé





