O cancro do colo do útero é um importante problema de saúde pública em todo o mundo. É um dos cancros mais frequentes, tanto na incidência como na mortalidade, afetando maioritariamente mulheres com idades entre os 35 e os 50 anos. Na União Europeia, são comunicados anualmente 34.000 novos casos e 16.000 óbitos por cancro do colo do útero.

De todos os tumores malignos, o cancro do colo do útero é aquele que pode ser controlado com maior efetividade. Com programas organizados de rastreio citológico, de base populacional e intervalos de 3 a 5 anos, garantindo uma qualidade ótima em todos os passos e procedimentos do programa, é possível reduzir até 80% da incidência.

O exame Papanicolau consiste na recolha de células do colo uterino para análise em laboratório. É um exame que se faz às mulheres sexualmente ativas, maiores de 20 anos, com o objetivo de detetar e prevenir o cancro do colo do útero. Embora o exame não seja 100% infalível, são detetados 95% dos casos do cancro do colo do útero, reduzindo em 70% o número de mortes.

De acordo com informação recolhida pelo Grupo Parlamentar do PCP, as análises dos exames Papanicolau para os centros de saúde do Algarve são realizadas num único laboratório, demorando os resultados mais de seis meses a chegarem aos centros de saúde. Por exemplo, na Extensão de Saúde de Almancil, chegaram em agosto os resultados das análises referentes aos exames Papanicolau realizadas em fevereiro.

Assim, o Grupo Parlamentar do PCP questionou o Ministro da Saúde (pergunta em anexo) sobre as medidas que o Governo irá tomar para garantir que, no Algarve, os resultados das análises referentes aos exames Papanicolau sejam disponibilizados aos centros de saúde de forma mais célere.

 

Por: GP PCP