A informação, avançada por meios de comunicação norte-americanos, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades venezuelanas.
Em reação aos bombardeamentos, o Governo da Venezuela denunciou uma “gravíssima agressão militar” por parte dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção em todo o país. Num comunicado divulgado em Caracas, o executivo bolivariano acusa Washington de atacar “localidades civis e militares” na capital e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Segundo a mesma nota, Nicolás Maduro ordenou a ativação de “todos os planos de defesa nacional” e declarou “estado de perturbação externa”, um mecanismo de emergência que permite a suspensão de direitos e o reforço do papel das forças armadas. O Governo apelou ainda à mobilização popular, convocando os seus apoiantes a saírem à rua em repúdio do que classifica como um “ataque imperialista”.
Caracas anunciou também a intenção de apresentar uma denúncia formal nas Nações Unidas, considerando que a ofensiva norte-americana viola o direito internacional. Até ao momento, não há confirmação oficial sobre vítimas mortais ou feridos na sequência dos ataques.
A escalada de tensão internacional motivou reações na região. A partir de Bogotá, o Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, condenou o ataque com mísseis contra a capital venezuelana e solicitou uma reunião “imediata” da Organização dos Estados Americanos (OEA). Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Petro alertou para a necessidade de a OEA e a ONU se pronunciarem sobre a “legalidade internacional” da operação militar.
Entretanto, as autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos emitiram um aviso que proíbe a circulação de aeronaves no espaço aéreo venezuelano. A Administração Federal de Aviação (FAA) determinou a suspensão de todos os voos comerciais norte-americanos sobre a Venezuela, alegando riscos associados à atividade militar em curso. A restrição entrou em vigor às 02:00 locais (06:30 em Lisboa) e terá validade inicial de 23 horas.
De acordo com a estação CBS News, os ataques terão sido ordenados por Donald Trump há vários dias, no âmbito de operações dirigidas contra alvos associados ao narcotráfico, embora o aviso oficial não especifique que forças militares estão envolvidas. Recorde-se que, ainda esta semana, a Venezuela tinha manifestado abertura para negociar com Washington um eventual acordo de cooperação no combate ao tráfico de droga.
A situação permanece em rápida evolução, enquanto persistem dúvidas quanto ao paradeiro e estatuto real de Nicolás Maduro após os ataques.




