Custo de arrendar casa continua a subir em Lisboa, mostra idealista. Já no Porto houve ajustamento dos preços no último ano, diz idealista.

Arrendar casa em Portugal continua a ser um desafio para as famílias, devido não só à falta de oferta, mas também aos altos preços praticados. E, apesar dos esforços do Governo e dos municípios para aumentar a oferta pública e privada neste mercado - que demoram a surtir efeito na realidade-, o que se verifica atualmente é que as casas para arrendar continuam a não satisfazer as necessidades da procura.

Os resultados desse desequilíbrio estão à vista: as rendas das casas no país subiram 6,1% em setembro face ao mesmo mês do ano anterior, sendo este o terceiro mês consecutivo de subidas (cada vez mais aceleradas, tendo o crescimento anual sido de 4,9% em agosto). Em concreto, arrendar casa no país passou a ter o custo mediano de 18,3 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês passado, segundo o índice de preços do idealista.

 

Arrendar casa mais caro em Lisboa – mas mais barato no Porto

O preço das casas para arrendar aumentou em 13 das 16 capitais de distrito (ou de regiões autónomas) analisadas e desceu nas restantes três entre setembro e o mesmo mês de 2025, revela o idealista.

As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se em Aveiro (22,1%), Viana do Castelo (17,5%), Bragança (12,6%), Évora (9%), Lisboa (8,8%) e Santarém (8,5%). Seguem-se Funchal (7,4%), Setúbal (5,3%), Viseu (5,2%), Braga (3,5%), Leiria (3,2%), Vila Real (3,1%) e Castelo Branco (1,2%). Em sentido contrário, as maiores descidas anuais observaram-se em Faro (-12,6%), Coimbra (-5,9%) e no Porto (-4,4%).

Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 25,1 euros/m2, seguida do Porto (19 euros/m2) e do Funchal (16,8 euros/m2). Logo depois está Faro (14,8 euros/m2), Aveiro (14,4 euros/m2), Setúbal (13,7 euros/m2) e Coimbra (12,8 euros/m2). Seguem-se Évora (12,6 euros/m2), Viana do Castelo (11,7 euros/m2) e Braga (10,7 euros/m2).

As capitais mais económicas para arrendar uma habitação continuam a ser Castelo Branco (7,3 euros/m2), Vila Real (7,7 euros/m2), Bragança (7,9 euros/m2), Viseu (8,3 euros/m2), Leiria (9,5 euros/m2) e Santarém (9,7 euros/m2).

 

Faro no Algarve lidera subida das rendas entre distritos e ilhas

Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em 14 dos 19 distritos e ilhas, tendo descido nos restantes cinco. As maiores subidas anuais registaram-se em Faro (15,2%), Aveiro (14,5%) e Bragança (14,1%).

Também foram verificados aumentos das rendas das casas na Guarda (12,3%), Leiria (11,2%), Lisboa (9,8%), Viana do Castelo (8,9%), ilha de São Miguel (8,1%), ilha da Madeira (7,8%), Évora (6,6%), Braga (4,5%), Santarém (3,6%), Setúbal (3,5%) e Viseu (3,2%).

Em sentido contrário, as maiores descidas anuais do custo do arrendamento observaram-se em Vila Real (-18,6%), Coimbra (-4,5%), Porto (-4,3%), Portalegre (-1%) e Castelo Branco (-0,6%), mostram os dados do idealista.

O distrito de Lisboa lidera o ranking dos territórios mais caros para arrendar casa, com um preço mediano de 22,8 euros/m2, seguido do distrito de Faro (20,8 euros/m2). Logo depois está o Porto (16,3 euros/m2), ilha da Madeira (15,9 euros/m2) e Setúbal (14,4 euros/m2).

Com rendas iguais ou acima dos 10 euros/m2 encontram-se ainda ilha de São Miguel (12 euros/m2), Aveiro (11,5 euros/m2), Coimbra (11,5 euros/m2), Leiria (11,3 euros/m2), Évora (11,1 euros/m2), Viana do Castelo (10,1 euros/m2) e Braga (10,1 euros/m2).

No segmento intermédio de preços no mercado de arrendamento encontra-se Santarém (8,6 euros/m2), Castelo Branco (7,9 euros/m2), Bragança (7,6 euros/m2), Viseu (7,5 euros/m2), Vila Real (7,2 euros/m2) e Portalegre (7 euros/m2). O distrito mais económico continua a ser Guarda (6,2 euros/m2).

 

Norte é única região onde rendas descem 

Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em seis das sete regiões portuguesas analisadas. A única exceção foi o Norte, onde as rendas caíram 5,3%.

As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se no Algarve (15,2%), seguido do Alentejo (14,1%), da Região Autónoma dos Açores (12,2%) e da Área Metropolitana de Lisboa (9,3%). Observaram-se ainda aumentos na Região Autónoma da Madeira (7,8%) e no Centro (6,1%). 

A Área Metropolitana de Lisboa supera o Algarve (20,8 euros/m2) como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 22 euros/m2. Em terceiro lugar está a Região Autónoma da Madeira (15,9 euros/m2) e em quarto lugar fica o Norte (14,7 euros/m2). Logo depois surgem o Alentejo (11,7 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (11,3 euros/m2) e o Centro (10,7 euros/m2).

Índice de preços imobiliários do idealista

O idealista atualizou a metodologia do seu índice de preços da habitação para se adaptar às mudanças do mercado. Os novos filtros da plataforma permitem identificar e excluir do cálculo produtos como o arrendamento sazonal ou de férias, que não refletem o mercado residencial convencional. Além disso, foi reforçado o processo de deteção de valores anómalos com técnicas estatísticas mais robustas. A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, a fim de garantir a comparabilidade dos dados.

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.

 

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